Você conhece as normas de Auto Declaração de Conformidade ISO/IEC 17050-1 (Requisitos Gerais) e ISO/IEC 17050-2 (Documentação de Suporte)?

Desde 1997, milhares de empresas em todo o mundo se certificaram conforme a norma ISO 9001 e/ou ISO 14001. Algumas decidiram fazer isso por exigência dos clientes. Outras decidiram fazer isso como “conclusão natural” do processo de formalização dos sistemas de gestão, ou simplesmente para mostrar que estavam à altura de seus concorrentes.

A “indústria” da certificação naturalmente promoveu seus serviços e, com a ajuda da mídia, tornou os termos “ISO 9000 / ISO 14000” e “certificação” praticamente sinônimos. Atualmente, isso é menos comum, pois mais e mais empresas estão percebendo que manter seu certificado ISO não é uma necessidade, mas uma parte do custeio operacional anual. Embora a maioria das empresas que escolheram a rota da conformidade com a ISO 9001 ou a ISO 14001 achem que o exercício vale a pena, organizações de todos os tamanhos estão chegando à conclusão de que o processo de manutenção da certificação externa é caro demais e não traz tantas vantagens assim.

O que se valoriza é que os processos organizacionais estejam aderentes aos pressupostos das normas e não à certificação em si. Eu particularmente tenho presenciado muitas empresas dizerem que as auditorias de acompanhamento dos organismos certificadores estão atoladas de burocracia, não agregando qualquer valor aos negócios, nem tampouco a excelência da gestão. Não é de surpreender, que mais e mais empresas estejam abandonando a certificação ISO sem, contudo, abandonar seus requisitos e até melhorá-los por meio da adoção de outros critérios de excelência (PNQ seria um exemplo).

Essa é uma tendência que está aumentando à medida que as versões revisadas das normas vão sendo publicadas. Em primeiro lugar, algumas dessas empresas jamais estiveram comprometidas com os princípios da qualidade e, portanto, seus sistemas de gestão ISO são minimistas demais para trazer resultados sustentados. Muitas outras, porém, desejam manter um sistema de gestão consistente baseado nas normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001 etc., mas não vêem nenhum valor na certificação patrocinado pelas empresas certificadoras. É aí que entra a autodeclaração de conformidade (embora o termo “autocertificação” seja muitas vezes usado para se referir à autodeclaração, não é um termo adequado de acordo com a ISO/IEC 17050:2004).

Nesse sentido, a Declaração de Conformidade de Fornecedor é o resultado de uma avaliação interna da capacidade da empresa em atender aos requisitos da ISO 9001 ou da ISO 14001, OHSAS 18001, SA 8000 etc. Portanto, quando a certificação acreditada (“de terceira parte”) não é um pré-requisito dos clientes ou das partes interessadas, a autodeclaração de conformidade com a ISO 9001, ISO 14001 etc. é uma opção viável e que agrega valor para empresas de qualquer tamanho.